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Carteira de Crédito cresce acima do Sistema Financeiro Nacional
O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão no 1º trimestre de 2009, apresentando desempenho 29,1% menor que o observado no mesmo período de 2008 e 43,4% menor que o último trimestre de 2008.
O resultado corresponde a Retorno sobre Patrimônio Líquido (RSPL) de 23,8%, contra 43,5% no mesmo período do ano anterior, sendo o lucro por ação igual a R$ 0,65. Desconsiderados os efeitos extraordinários, o lucro líquido do 1º trimestre de 2009 foi de R$ 1,4 bilhão.
Com Nossa Caixa ativos do BB chegam a R$ 592 bilhões
Com a contabilização da aquisição do Banco Nossa Caixa no 1º trimestre de 2009, o Banco do Brasil encerrou o período registrando R$ 591,9 bilhões em ativos totais.
Carteira de crédito supera R$ 254 bilhões e BB mantém liderança
A carteira de crédito total (incluindo carteira externa e prestação de garantias) encerrou o trimestre com saldo de R$ 254,4 bilhões, evolução de 41,3% em 12 meses e de 7,3% se comparado ao trimestre anterior. O número do 1º trimestre já está sensibilizado pela carteira de crédito do Banco Nossa Caixa. Com esse desempenho, o BB passou a contar com 18,3% de participação no Sistema Financeiro Nacional, mantendo a liderança na concessão de crédito no País.
De acordo com a Resolução 2.682 da CVM, a carteira de crédito encerrou o período com R$ 241,9 bilhões, crescimento de 40% em 12 meses e 7,6% em relação ao quarto trimestre de 2008.
Merece destaque o crédito destinado a pessoas físicas, apresentando crescimento de 67% em 12 meses e 25,3% se comparado ao trimestre anterior. Ênfase para o incremento proporcionado pela Nossa Caixa na linha de crédito consignado, que levou o BB a 30,3% de participação do mercado e carteira de R$ 24,4 bilhões (evolução de 94,5% em 12 meses e 40,9% no trimestre). Destaque ainda para o financiamento a veículos que atingiu R$ 7 bilhões, crescimento de 97,7% em 12 meses.
Na carteira de crédito a empresas, foi apurado crescimento de 47,2% em comparação ao 1º trimestre de 2008, com volume de R$ 101,8 bilhões. Em comparação ao trimestre anterior, o crescimento foi de 4,7%.
O volume de operações de crédito para investimento desembolsado no trimestre, exceto BNDES, atingiu R$ 2,7 bilhões, 4,3% superior ao registrado no mesmo trimestre do ano anterior. Foram realizadas 12,9 mil operações com repasse de recursos do BNDES, totalizando R$ 1,2 bilhão.
R$ 666,2 milhões destinados aos acionistas
Com o resultado obtido, a remuneração destinada aos acionistas somou R$ 666,2 milhões, equivalentes a 40% do lucro líquido (payout). Foram destinados R$ 447,7 milhões na forma de juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 218,5 milhões em dividendos.
Participação do BB em concessões de crédito no SFN atinge 14,9%
Considerando-se as operações contratadas com créditos referenciais para taxas de juros no Sistema Financeiro, o BB concedeu R$ 61,5 bilhões no 1º trimestre de 2009, sendo que a participação do Banco do Brasil no total de concessões do Sistema Financeiro Nacional foi de 14,9%, mesmo patamar se comparado ao mesmo período de 2008. Do montante concedido no trimestre 66,6% foram destinados ao segmento Pessoa Jurídica e 33,4% para Pessoa Física.
Inadimplência permanece abaixo do SFN
Mesmo com o crescimento da carteira de crédito, o índice de inadimplência (operações vencidas há mais de 90 dias/carteira total) fechou em 2,7% no trimestre, permanecendo abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional que encerrou em 3,6%.
As operações classificadas nos níveis de risco AA, A, B e C responderam por 90,3% da carteira do BB, mantendo-se em linha com o índice observado no SFN. O risco médio da carteira de crédito do BB (provisão requerida/carteira) ficou em 5,7%, contra 5,4% no trimestre anterior. Patamar inferior ao do Sistema Financeiro Nacional que atingiu 6,7%.
Índice de Basileia permite manutenção do crescimento dos negócios
O Banco do Brasil encerrou o 1º trimestre de 2009 com Patrimônio de Referência 35 pontos base superior ao mesmo período de 2008. O Índice de Basileia encerrou o trimestre em 15%, ultrapassando o índice de 11% exigido pelo Banco Central. |