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Era Vargas

movimento revolucionário que levou Getúlio Vargas ao poder – decorrente do desentendimento das elites oligárquicas que comandavam a política do "café com leite", somado ao descontentamento dos jovens oficiais que representavam os anseios da classe média – provocará um clima de instabilidade política, propício à condução do país a um estado de força.

O novo governante, que assumira o poder provisoriamente até que se procedesse à eleição de novo Presidente, acabou por dissolver o Congresso, prometendo nova Constituição. Os governantes estaduais foram substituídos por interventores designados pela Presidência, em geral participantes dos movimentos militares, com poderes discricionários que desagradavam os interesses locais. As eleições foram sendo proteladas e a falta de coesão entre os vitoriosos culminou na Revolução Constitucionalista de São Paulo, de 1932.

O Estado passou a interferir fortemente na economia, controlando o câmbio, selecionando importações (o que favoreceu as indústrias instaladas no país) e sobretudo intervindo no comércio do café pela queima de estoques, destruição de plantações e incentivo a novos plantios. Entre 1930 e 1933, o Tesouro Público adquiriu mais de 49 milhões de sacas de café, das quais foram queimadas mais de 23 milhões.

Os ideais constitucionalistas vão se concretizar em 1934, quando Getúlio finalmente promulga a nova Carta, mas o Congresso escolhe novamente para ocupar a Presidência no quatriênio 1934-1938. Antes de terminar seu mandato, no entanto, em 1937, o Presidente fecha outra vez o Congresso e implanta no país um regime autoritário, batizado de Estado Novo, dentro dos figurinos ditatoriais que surgiam na Europa. Governando por meio de decretos-leis que abarcavam as atribuições dos três poderes, o Estado Novo, que se prolongou até 1945, articulou uma legislação trabalhista de grande alcance social e criou grandes empresas estatais geradoras de bens necessários à produção industrial.

Após a participação do Brasil na campanha da Itália, já ao fim da II Guerra Mundial, o Presidente foi deposto pelas Forças Armadas, descrentes de que ele viesse a redemocratizar o país.


300 réis, Brasileiros Ilustres, cuproníquel, 1936

As primeiras moedas do período Vargas foram as vicentinas, cunhadas em prata, cuproníquel e bronze-alumínio, assim chamadas por terem sido criadas em 1932, em comemoração dos 400 anos da fundação da Vila de São Vicente, a atual cidade de São Paulo. Entre 1935 e 1939, foi cunhada a série que se tornou conhecida como a dos brasileiros ilustres (com efígies de Regente Feijó, Padre Anchieta, Duque de Caxias, Tamandaré, Mauá, Carlos Gomes e Oswaldo Cruz, entre outros). Nesse período, foram criados os novos valores de 5.000 e de 300 réis. A última emissão metálica do padrão mil-réis ocorreu entre 1938 e 1942, para comemorar a Constituição de 1937, numa série de moedas de cuproníquel, com pesos e diâmetros reduzidos, tendo gravada a efígie do Presidente Getúlio Vargas.

O novo padrão monetário, o cruzeiro, planejado desde a criação da Caixa de Estabilização em 1926, só entrou definitivamente em circulação em 1942, com valor correspondente a 1.000 réis e subdivisão em centavos e simbolizado por Cr$. As moedas em bronze-alumínio traziam em uma das faces o mapa do Brasil e na outra o valor ladeado com ramos de café sobrepostos a uma barra longitudinal sob a qual aparecia o nome da moeda.

No que tange ao papel-moeda, a última emissão do Tesouro Nacional com o padrão mil-réis ocorreu em 1936, nos valores de 200.000, 100.000 e 50.000. Aproveitaram-se, de início, as cédulas do Tesouro Nacional do antigo padrão, que receberam um carimbo com o respectivo valor em cruzeiros. Para atender às necessidade de troca, as antigas cédulas de 1.000 réis do Banco do Brasil foram utilizadas com o valor de 1 cruzeiro, sem aposição do carimbo. As emissões do Tesouro Nacional tiveram início em 1943 com cédulas fabricadas pela American Bank Note Company. Cédulas de 5.000 réis, com o retrato do Barão do Rio Branco, passaram a substituir as moedas desse mesmo valor devido à escassez de matéria-prima para a cunhagem de moedas durante o tempo da guerra (1943-1945). Em 1944, chegou-se a emitir até mesmo notas de 2 e 1 cruzeiro por falta de troco.

 
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